![]() |
|||
Em 48 a.C. cessara a longa e próspera resistência dos lusitanos e Júlio César celebrara pazes, concedendo regalias e direitos. Nas diferentes fases do domínio romano Beja teve sempre lugar eminente: gozou do direito itálico, foi sede dum convento jurídico e duma das quatro chancelarias criadas pelo imperador Augusto na Lusitânia. Na organização de Augusto (24 a.C.) e na de Tito (ano 75) Beja figura como das principais cidades da Lusitânia. Augusto mudou-lhe o nome para Pax Augusta, o que não prevaleceu. |
Com a queda do império romano, passou Beja para o poder dos Suevos e depois dos Godos, que nela instituíram uma sede episcopal, sendo seu primeiro bispos Santo Aprigío. |
|
|
||||||||||||||||||||||||
Diz-se haver-lhe sucedido Palmacio que no ano 589 esteve no III Concílio de Toledo. Segue-se Modario e Deodato, que assistiu ao VIII Concílio de Toledo em 653. O sucessor deste foi João, prelado ilustríssimo. Nenhum outro bispo governou a diocese até à queda da monarquia visigótica. |
Do séc. VIII ao séc. XII teve Beja uma agitada história. Conquistada pelos Mouros em 715, foi tomada por Afonso I, rei de Leão e das Astúrias, e três anos depois por Fruela I, rei de Oviedo, que teve de a ceder a Abd-el-Raman em 760. Ficou depois em poder dos sarracenos durante século e meio. Ordonho II reconquistou-a em 910 ou 914, mas em 985 Almansor tomou-a novamente. |
Em 1037, Fernando, "o Magno", de Leão, possuiu-a por algum tempo e em 1155 foi tomada por D. Afonso Henriques, que a perdeu novamente, vindo a cair definitivamente em poder dos cristãos no ano de 1162, conquistada por um grupo de burgueses capitaneados por Fernão Gonçalves. Em 1179 tentaram os Mouros ainda recuperar a povoação mas foram repelidos por Sancho I, num combate em que perdeu a vida Gonçalo Mendes da Maia, "O Lidador" (Encontra-se, no Jardim Público, um painel de azulejos ilustrando a queda do famoso guerreiro perante os Mouros) com, segundo reza a história, 95 anos de idade. |
|
|
||||||||||||||||||||||
Não admira que depois de tantas lutas e combates que pela sua posse se realizaram, Beja, chegasse ao séc. XIII completamente arrasada e destruída. D. Afonso III repovoou a vila e dotou-a com obras de defesa cuja construção se prolongou pelos reinados seguintes. A diocese de Beja, que durante o domínio sarraceno passara para Badajoz, só no reinado de D. José foi restaurada, sendo seu primeiro bispo D. Frei Manuel do Cenáculo. D. Afonso V criou o ducado de Beja a favor de seu irmão, o infante D. Fernando, e D. João II concedeu o mesmo título a seu primo D. Manuel, depois de rei. Desde o reinado de D. Manuel, foram duques de Beja os filhos segundos dos reis, até D. Pedro IV, que fez duque do Porto o filho segundo, e duque de Beja o filho terceiro. |
Beja teve foral dado por Afonso III em 1254, confirmado por D. Dinis em 1291. Foi elevada à categoria de cidade em 1517. D. Manuel chegou a organizar o processo para o foral novo, que não chegou a ser dado. |
Beja foi berço de notáveis individualidades da história pátria, como S. Sesinando, o célebre filósofo judeu Espinosa, a rainha D. Leonor, André, Diogo e António de Gouveia, João Afonso de Beja, D. Frei Amador Arrais, Jerónimo Arrais, D. Frei António Gouveia, Jacinto Freire de Andrade, Mariana Alcoforado, José Agostinho de Macedo, D. Francisco Alexandre Lobo, etc... |
|
|
||||||||||||||||||||||||
Muitos poucos vestígios existem, em Beja, que recordem o tempo do domínio romano. A fúria de destruição das guerras e dos homens levaram quase tudo o que atestava a grandeza da antiga Pax Julia. No entanto encontram-se ainda os restos dum aqueduto romano junto da igreja do Pé da Cruz e no museu arqueológico, cipos, inscrições, objectos de cerâmica, sepulturas, esculturas, etc. Tem o castelo de construção romana, reconstruído por várias vezes, nomeadamente no reinado de D. Afonso IIII, D. Dinis e D. Fernando. Tinha 4 torres, 5 portas e 2 postigos, que ainda existiam no fim do séc. XVIII, e de que hoje restam alguns trechos mutilados. No castelo, que é um monumento nacional, destaca-se a Torre de Menagem foi edificada por D. Dinis em 1310 e possui uma coroa de ameias piramidais. Tem três andares e cada um uma sala de abóbada artezoada. Do seu ponto mais alto goza-se de um panorama extraordinariamente belo, até aos limites do horizonte. |
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Cidade de Béja, situada quasi no meio do Alentejo, ergue-se sobranceira em uma eminência; dominando vastas planicies, que de todos os lados a rodeiam, e offerecem ao espectador as mais graciosas perspectivas, as mais férteis e ricas campinas.Apresenta esta cidade, coroando a montanha em que se assenta, a forma elliptica, quasi circular.Dista de Lisboa 27 legoas.-- De Évora 11.-- De Mértola 9.-- De Serpa 4.-- De Moura 7.-- De Alcácer do Sal 11. (Beja no Anno de 1845 por José Silvestre Ribeiro) |
bejananet.com tem como Patrocinadores oficiais : |
||||||||||||
Produzido por consulpixel, lda. © 2000 Todos os direitos reservados. |
||||||||||||
web design: consulpixel, lda. |
||||||||||||